terça-feira, 14 de abril de 2009

Meu querer é torto

Meu querer é torto
Torto como o galho da árvore
E meu outono é constante
Amor feliz não existe
O gostar do poeta é triste
Por um fio muito fino
Quase pateta ao invés de poeta
Que eu vou fazer com um convite para a felicidade?
Só sei ser triste
Ah a Saudade
Eu quis, gostei, sonhei
Mas daquilo que quis nada ganhei
Eu fico torta como sempre
Já me acostumei...

domingo, 5 de abril de 2009

Perdando o encanto e querendo um verde novo!

Tudo descrito perde o encanto

Como um ato falho atuando no palco

Como o palhaço,

que perdeu o momento da platéia

Como o bonde que sou,

que partiu, na hora que você chegou

Como o suspirar daquele tempo,

que passou....


Tudo pensado trás um risco

O risco de tornar concreto,

o risco de ser indiscreto e do andar incorreto

Correção é a virtude do erro,

dos exageros da utopia de querer sempre perfeito


Quero meus pés pisando na grama daquele verde novo,

do cheirar molhado, vivendo de um inconcreto impensado.